segunda-feira, 22 de julho de 2019

                 Energias

      Há os que se encontram e se afastam
      Frouxo o sorriso e ligeiras conversas
      São brinquedos com pilhas que se gastam
      Transeuntes de ruas e travessas

       Alguns, porém, como estátuas na praça
       Estão ali, referências, pontos certos
       Que ao lugar onde estamos dão a graça
       Nem os olhamos mais,por tão concretos

        Outros, ainda, mensageiros discretos
        Pairam no desconforto dos desertos
        Núcleos duma energia pertinaz

        São invasores com modos de invadidos
        Sem temor e sem pressa...ou mortos-vivos
        Estar ou não estar aqui tanto lhes faz

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

O primeiro poema (mediterrânico)

No fundo desse mar há um tumulto
Um permanente vai e vem da História
Aqui a pedra escrita, além o vulto
Rastos de decadência, voz de glória...

Apetece chamar um eco ausente
Um código secreto, uma entidade
Que nos abra escaninhos lentamente
Que no último olhar ponha a verdade...

E partindo, partindo, vou chegando
Onde, quem sabe, bem melhor consiga
Navegar, perceber, o como e quando...

Rostos, afectos, louros, perdas e vícios
Disputaram vencer esta quadriga
Entre a luz de viver e os precipícios....