sexta-feira, 7 de setembro de 2007

O primeiro poema (mediterrânico)

No fundo desse mar há um tumulto
Um permanente vai e vem da História
Aqui a pedra escrita, além o vulto
Rastos de decadência, voz de glória...

Apetece chamar um eco ausente
Um código secreto, uma entidade
Que nos abra escaninhos lentamente
Que no último olhar ponha a verdade...

E partindo, partindo, vou chegando
Onde, quem sabe, bem melhor consiga
Navegar, perceber, o como e quando...

Rostos, afectos, louros, perdas e vícios
Disputaram vencer esta quadriga
Entre a luz de viver e os precipícios....

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